Sua empresa está preparada para o Data-driven Marketing?

Já mostramos neste blog a importância de acrescentar estratégias data-driven na rotina de marketing da sua empresa, pois coletar e estruturar dados, além de implementar métodos de análise das informações, vai auxiliar na tomada de decisão e no planejamento de ações muito mais assertivas.

 

Veja mais dados sobre o Data-driven marketing aqui.

 

Mas o que é realmente necessário para passar a utilizar o data-driven de forma estruturada? Sabemos que as empresas que mais crescem ultimamente são aquelas que estão implementando em sua cultura diária o “ser data-driven”. Ou seja, não basta apenas coletar os dados, ou agrupá-los, ou mesmo analisá-los sem algum critério.

 

 

Segundo a consultoria Gartner, já em 2021, o valor do grupo de dados de um negócio estará fazendo parte do balanço de valor das empresas. Mas, para chegar em estágios mais avançados da transformação digital, existem alguns passos e diretrizes que sua empresa pode seguir. Vamos basear nosso artigo nos 5 pilares que o Googleuma das maiores companhias digitais do planeta – considera essenciais para iniciar o processo de tornar-se uma organização data-driven, ou seja, orientada a dados.

Mas, primeiro, vamos coletar os dados?

 

Todas as empresas, seja qual for o seu porte ou segmento, produzem dados que, se estruturados, podem orientá-las no planejamento de estratégias de marketing. É isso mesmo! Todo negócio possui diversas fontes de informação que podem alimentar um banco de dados útil para a área de marketing.

 

Os dados podem surgir de onde você nem imagina. Eles chegam de diversos setores, como do comercial (número de vendas, taxa de conversão, oportunidades, tempo para a efetivação da venda), da área de tecnologia (processos internos, demandas, gerenciamento de projetos) e do próprio marketing (leads, origem dos leads, métricas de redes sociais, dados de busca na internet, etc), além de dados de outros setores de acordo com o seu tipo de negócio como logística (dados dos caminhos utilizados e tempo de viagem), varejo (feedback dos clientes e taxa de devoluções, preferências), hotelaria (histórico de reservas sazonal e taxa de cancelamento), e muito mais.

 

Essas informações podem vir em grandes ou pequenas quantidades, mas devem ser estruturadas para que gerem insights, que formarão base para melhorar os resultados. Caso sua empresa não esteja usando esses dados, está desperdiçando um enorme potencial para entender o negócio. Afinal, o setor de marketing usa os dados para:

 

 

Mesmo sem estratégias definidas do que fazer com os dados, é importante que se comece a coletá-los para a criação de um banco. Existem ferramentas de automação que otimizam a coleta, como softwares de disparo de e-mail, plataforma para gerenciamento de leads, e dashboards personalizados que se autoalimentam com dados vindos das contas de um determinado cliente.

 

Mesmo que sua empresa não seja de grande porte e não gere uma vasta quantidade de dados, é completamente possível realizar um impacto de melhora nos seus resultados, basta levar em consideração as suas demandas. Agora sim, vamos entender os 5 pilares para se tornar uma empresa data-driven:

 

Apesar de estarmos falando de dados, uma parte essencial do processo data-driven são as pessoas, responsáveis por extrair valor das informações e aplicar as análises em ações de marketing. São profissionais capacitados para gerenciar todas as etapas de coleta, estruturação e análise de dados, além de, em nosso caso específico, conseguirem associar esse valor às ações de divulgação.

Mas esse pilar ainda vai além dos especialistas em dados.

 

 

Essa será uma nova etapa dentro do processo do negócio e que precisa ser levada em consideração por todos os setores, não apenas pelo marketing.

Grandes empresas chegam a criar setores específicos para desenvolver a análise de dados, mas caso a sua ainda não permita uma ação dessa magnitude, é possível encontrar empresas especializadas que podem ajudar e trabalhar em conjunto com o seu negócio.  

Esse é um dos maiores objetivos englobados em nossa metodologia data-driven: empoderar as empresas para que sua própria equipe de marketing torne-se autossuficiente. Através de ações consultivas contidas no MAP Data-driven, um processo de otimização e implementação do marketing orientado a dados, é realizada uma consultoria 360º que analisa históricos e prepara o terreno para a transformação em um negócio data-driven. Assim, a empresa se torna preparada para continuar coletando e analisando os dados.

 

Não é possível implementar uma cultura data-driven sem alterar alguns processos dentro do negócio. As dinâmicas de uma empresa orientada a dados são bem diferentes das que não são. É preciso implementar rotinas de captação das informações e de alimentação das ferramentas que irão, mais tarde, otimizar os dados e rotinas de análise.

 

O Google cita 4 características dos dados e processos que tornam a abordagem da sua empresa data-driven. São eles:

Para tirar o melhor proveito das análises, cada colaborador precisa entender qual é o indicador-chave para a função que desempenha e criar a rotina de observá-lo antes de tomar decisões. Também é necessário integrar os setores da empresa como um todo, pois acabam tendo de trabalhar juntos para que os dados façam sentido.

 

Por exemplo, setores como marketing e comercial. Ao analisar dados de diversas fontes como mídias sociais, autoridade de domínio de buscas no Google e conversão de leads, só para exemplificar, os profissionais de marketing podem perceber que é melhor utilizar um tipo de posicionamento no discurso da marca, em detrimento de outro. Para funcionar, o comercial precisa conseguir acessar esses dados e conclusões e também adotar o novo posicionamento quando for falar com clientes.

 

O oposto também é válido. Acessando dados de vendas ou de produção, o marketing pode criar estratégias que estão de acordo com a realidade da empresa. Isso só é possível se houver essa integração entre as informações dos setores.

 

 

 

Os assets nada mais são que os recursos digitais presentes em sua empresa, como por exemplo, a velocidade móvel, um dos mais importantes, segundo o Google. Mais da metade dos consumidores abandonam sites móveis quando eles demoram mais de 3 segundos para carregar e a maioria dos sites mobile das maiores marcas brasileiras demoram mais de 20. (Fonte: Google)

 

Esse fato tem um grande impacto na qualidade dos dados capturados (sem falar nas vendas e resultados, é claro), pois é preciso usuários presentes em seu website para que sejam geradas informações.

Existem ferramentas oferecidas pelo Google como o Speed Scorecard e o Impact Calculator, onde você pode comparar a velocidade do seu site desktop com o mobile e também calcular o impacto de receita que as melhorias na velocidade da versão mobile trariam.

 

Os dados acima são ilustrativos para fins de exemplo.

 

Parece meio óbvio, mas nesse pilar, o Google se refere à segurança e transparência da política de dados de sua empresa. Os usuários têm de estar cientes que suas informações estarão sendo coletadas e armazenadas. Além disso, existem boas práticas que podem facilitar essa dinâmica na empresa.

 

Veja algumas dicas do Google na hora de armazenar e interligar dados:

 Reúna todos os dados que você já tem de seus clientes, eles são o ponto essencial para tornar-se uma empresa data-driven;

 Caso os dados estejam offline, armazene-os em um único ambiente digital, pois isso otimiza o trabalho da equipe de marketing, que levará sempre em consideração as duas frentes de negócio;

 Com os dados de seus clientes em mãos, ou na nuvem da internet, chegou a hora de adicionar a captura de dados dos clientes que se engajaram online. Quatro exemplos de ferramentas para agregar essas informações são:

 

Dentro da metodologia da Orium, são oferecidos serviços de análise, planejamento e gestão de cada uma dessas ferramentas, além de outras ações sob demanda, como:

 

Todas as ações acima geram ainda mais dados e métricas que alimentam o data-driven marketing e que oferecem um entendimento crucial do consumidor para aumentar os resultados. Ao otimizar a captura e gestão desses dados, a sua empresa pode crescer em uma velocidade muito maior e com mais segurança de estar no caminho certo.

 

Chegamos ao último pilar, mas não menos importante! A tecnologia necessária para realizar todas as ações anteriores de forma otimizada e prática. Para isso, existem ferramentas e softwares (e também agências especializadas 😜) que auxiliam as empresas na captura e processamento dos dados. Muitas das ferramentas são gratuitas, como o Analytics e o Google Meu Negócio, mas outras tantas exigem um investimento, que valerá a pena.

 

Além disso, a computação em nuvem permite que o Big Data torne-se acionável com agilidade. É o chamado Data Lake, que é como se fosse um lago onde todas as suas fontes de dados estão agrupadas e podem ser disponibilizadas com eficiência e rapidez aos executivos. Agregando todo esse valor ao time de marketing, é possível melhorar a performance das ações, focando no público certo e até mesmo antecipando tendências.

 

Na metodologia data-driven marketing da Orium, foi criada a ferramenta BI Tracker, que consiste na implementação dos indicadores definidos na etapa de análise e que formam os dados que orientarão o projeto. Após, são configurados dashboards personalizados de acordo com os objetivos, para que os resultados das ações sejam acompanhados em tempo real. O quadro pode ser acessado por diversos membros da equipe, potencializando os resultados e permitindo tomar decisões assertivas no momento certo.

 

Afinal, não adianta captar grandes quantidades de dados, se eles não forem acionáveis para que análises e valores sejam gerados e transformados em maiores resultados.

Sabemos que tornar-se uma empresa data-driven é um processo longo e que demanda diversas mudanças. Mas, ao começar pela área de marketing, os seus resultados já podem ser impactados com insights que elevam o patamar de sua empresa. Os dados já são realidade para os negócios que querem ser destaque no mercado, então esse é um ótimo ponto para começar.